Etapas na Vida da Célula

Inserido por Pr. José Augusto Moser Cury em 22 August 2010 | 0 Comentários

A biologia nos ensina que a célula é ‘a menor unidade estrutural de um organismo capaz de funcionamento independente’. Uma gota de sangue, por exemplo possui cerca de 300 milhões de glóbulos vermelhos! Assim como as células individuais se juntam para formar o corpo de um ser humano, as células em uma igreja formam o Corpo de Cristo. Posteriormente, cada célula biológica cresce e reproduz suas partes até que se divide em duas células. O pacote genético inteiro recebido em parte do pai ou da mãe é reproduzido em cada célula-filha. Isto também ocorre em igrejas em células sadias.

A multiplicação da célula em mãe e filha tem por objetivo reproduzir o ‘pacote genético inteiro’ no novo grupo. Assim, como as células humanas passam por estágios específicos, o mesmo deveria ocorrer nos grupos pequenos:

Estágio do Aprendizado. A princípio, toda célula humana se parece com uma bolha de protoplasma. As partes individuais são quase indistinguíveis. Embora a célula possua o código genético para a multiplicação, ela precisa crescer e desenvolver-se primeiro. Grupos pequenos seguem um padrão parecido. Inicialmente os membros ficam olhando um para o outro sem saber exatamente o que esperar do outro e o primeiro estágio da vida da célula é gasto para que os membros possam se conhecer melhor. Talvez os líderes das células devessem desenvolver bem a arte dos quebra-gelos (conhecendo-se uns aos outros) durante os primeiros dias. O estágio do aprendizado dura aproximadamente um mês.

Estágio do Amor. Os cromossomos em uma célula humana começam subsequentemente a se dispor em pares, ainda não de forma alinhada. De modo similar, os membros da célula tiram as suas ‘máscaras’ durante o estágio do amor. As pessoas vêem umas as outras como elas realmente são. Com frequência surgem conflitos quando alguém esquece de trazer os refrescos ou chega tarde. Por isso alguns denominam este o ’estágio dos conflitos’. O estágio do amor dura cerca de um mês.

Estágio do Vínculo. Em uma célula humana os cromossomos que antes flutuavam livremente de repente começam a formar uma linha no meio da célula. Na fase intermediária da vida de uma célula na igreja - lá pelo terceiro ou quarto mês - os membros começam a descobrir os seus papéis. Por exemplo, todos começam a reconhecer o talento de Judite para o louvor ou o dom de João para aconselhar. Esse é um bom momento para o treinamento em evangelismo. Este estágio dura aproximadamente um mês.

Estágio do Lançamento. Os filamentos de cromossomos começam a alinhar-se em posições leste-oeste, preparando-se para o lançamento e fazendo uma reprodução exata de si mesmo. Na célula na igreja, essa é a hora para concentrar esforços no evangelismo. Embora a célula sempre evangelize, neste estágio do lançamento o grupo ressalta o evangelismo como atividade principal. O estágio do lançamento ocorre a partir do quarto mês até que a célula se multiplique.

Estágio da Partida. Enquanto a célula se prepara para dar à luz uma célula idêntica, os cromossomos se separam e se dividem (multiplicam). Em um grupo pequeno, líderes novos são levantados e treinados para liderar uma célula enquanto novos membros se juntam ao grupo. Quando o grupo é grande o suficiente, ocorre a multiplicação. O estágio da partida pode ocorrer até um ano após o nascimento da célula.

Nem todo grupo se multiplica, mas quando isso não ocorre, há o risco da estagnação. Larry Stockstill, pastor geral do Centro Mundial de Oração Bethany, disse em tom de brincadeira em uma conferência de células no CMOB: ‘Geralmente, um grupo com apenas quatro pessoas, sentadas em volta olhando umas para as outras por um ano, faz com que elas se sintam muito felizes em sair dali’.

Multiplicação. O coração do ministério baseado em células é o evangelismo, e as oito igrejas em células mais proeminentes no mundo empregam os seus ministérios de células essencialmente na evangelização dos perdidos. Essas igrejas aceitaram a Grande Comissão de Jesus (Mateus 28:18-20) como norma para sua marcha. Elas avançam para dentro do campo inimigo dos não-cristãos e até fazem as contas do seu ’’progresso’’. Líderes da igreja fixam objetivos mensuráveis para o seu ministério em células e alguns até promovem ’’competição sadia’’ entre a liderança das células. O que dá rumo ao todo é a paixão pelos perdidos. Muito mais eficiente do que o evangelismo ’’pessoa-a-pessoa’’, as células nessas igrejas funcionam como redes que se espalham por cidades inteiras. Ônibus trazem aqueles que foram pescados pela rede para adoração no culto de celebração. Mikell Neuman, professor no Seminário Western, em Portland, Oregon, confirma essas descobertas com sua pesquisa recente. Ele faz as seguintes observações a respeito das características de grupos pequenos. São constatações que transcendem a cultura: ’’Enquanto suspeitávamos que o evangelismo era uma chave para o ministério em grupos pequenos, fomos surpreendidos pela força de sua importância. As igrejas neste estudo não dividem o ministério para os perdidos e a edificação para os salvos em grupos especiais separados um do outro. Em qualquer grupo pode-se encontrar uma mistura de não- cristãos, novos-convertidos e cristãos mais maduros. As pessoas conhecem a Cristo no grupo com seus amigos ou familiares que já são cristãos, e no mesmo grupo crescem rumo à maturidade.’’ O evangelismo que resulta na proliferação de células é, claramente, a característica mais notável da igreja em células ao redor do mundo. Minha análise revela que mais de 60% dos 700 líderes de células pesquisados multiplicaram os seus grupos ao menos uma vez, e que levou aproximadamente nove meses para que essa multiplicação ocorresse. Esses líderes sabem que o evangelismo deve levar à multiplicação, e que o evangelismo nos grupos pequenos nunca é um fim em si mesmo. Além disso, o crescimento da igreja é o maior fruto da multiplicação da célula. Nem todas as igrejas em células têm o mesmo nível de sucesso ao puxarem as suas redes. Mas o objetivo e a visão são os mesmos.

Extraído - Crescimento Explosivo da Igreja em Células - Joel Comiskey

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