A vida da igreja primitiva

Inserido por Nelson Manfre Filho em 16 January 2011 | 0 Comentários

Os nazarenos se encontravam nas casas uns dos outros dia após dia para uma refeição em comum, durante a qual relembravam Jesus, com gratidão, enquanto compartilhavam o pão e o vinho. Nessas reuniões, aqueles que tinham estado com Jesus recontavam suas memórias e introduziam os outros aos seus ensinamentos. Em público, proclamavam aos seus concidadãos as boas novas do ato divino realizado por meio do Messias. A entrada nesta nova comunidade acontecia solenemente pelo batismo “no nome do Senhor Jesus”; esse batismo os destacava como sendo parte do seu povo. Eles se encontravam para orar em grupos e também participavam das orações no templo. Nos primeiros dias eles vendiam suas propriedades e, aqueles que estavam em necessidade, recebiam suprimentos desse fundo comum.

Nessa comunidade as pessoas comuns – aqueles que foram alvos da compaixão de Jesus porque eram como ovelhas sem pastor – encontraram nova vida e nova esperança; não estavam mais sem líder, isto porque, se havia alguma coisa mais importante do que qualquer outra, que era real para a comunidade dos nazarenos, essa coisa era a presença e o poder de Jesus. Mesmo não estando mais presente em forma visível, a presença dele era percebida a apreciada quando se encontravam, e – ainda mais incrível – os atos poderosos que Jesus realizou como sinais de um novo tempo quando esteve na terra continuavam a ser realizados pelos seus discípulos em seu nome, ou (para ser mais exato) eram realizados por Ele dos céus, por intermédios dos seus discípulos. Este poder manifesto do nome de Jesus causou uma impressão profunda na população de Jerusalém e contribuiu para o aumento da comunidade.

Fonte: The Spreading Flame, (a chama que se espalha), F.F.Bruce

 

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