107 anos da IPI do Brasil

Inserido por Pr. José Augusto Moser Cury em 1 August 2010 | 0 Comentários

No sábado, 31 de Julho, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil completou 107 anos de existência. O Presbitério Sul do Paraná reuniu-se para uma grande celebração na cidade de Morretes, com uma significativa representação da Maanaim, com certeza a maior delas nos últimos anos. Ao comemorarmos este aniversário vale a pena resgatar um pouco da nossa história e dos motivos que deram origem a esta nova denominação.

O que a maioria de nós sabemos é que a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil surgiu a partir da Igreja Presbiteriana do Brasil entretanto com características peculiares e marcantes: uma igreja nacional, auto-sustentável, ou seja, desvinculada financeiramente da América do Norte; anti-maçônica, posicionando-se firmemente em relação à incompatibilidade da fé cristã baseada nos fundamentos da Palavra com as práticas da maçonaria e preocupada com a preparação de seus pastores.

Mas o que muitos podem não saber é que foi um grupo de sete pastores e catorze presbíteros que se desligou, sob a liderança do Rev. Eduardo Carlos Pereira, e especialmente que este pastor lutou pelas missões nacionais. Seu intuito era fundar uma denominação com o ímpeto de anunciar o evangelho de Jesus Cristo por todo o Brasil. Após a reunião do Sínodo na qual este grupo fora derrotado especialmente na questão da maçonaria, reuniu-se no templo da igreja pastoreada por Eduardo Carlos Pereira e ali ficou reunido em meio a orações, cânticos e breves discursos. Sendo este o momento que surge o lema: “Pela coroa real do Salvador” e o hino Pendão Real também transformado em hino oficial. Tanto o lema quanto o hino refletiam a reação do grupo à maçonaria, acusada de não oferecer lugar para o senhorio de Cristo em sua doutrina.

Além deste zelo pela doutrina sadia da igreja o que quero ressaltar nestas poucas palavras que relatam a origem de nossa história é o interesse e preocupação com a evangelização e missões em território brasileiro, refletindo assim o caráter de expansão do Reino de Deus nesta denominação recém formada.

Podemos hoje celebrar sim conquistas e vitórias, mas certamente devemos nos preocupar com a desaceleração do crescimento, inspirando-nos na fé, coragem e determinação dos fundadores de fazer com que o reino cresça em nossa nação e que a colheita seja feita com muitos trabalhadores.

Rev. Reinaldo Montoza Briones

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